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barra da tijuca  O Rio de Janeiro  



Barra da Tijuca

      Barra da Tijuca um bairro novo na zona oeste do Rio de janeiro, a extensão de sua praia, em torno de 18km, é a maior praia do Rio. De águas esverdeadas e límpidas e com uma formação de ondas bastante peculiar, a Praia da Barra da Tijuca é uma das mais procuradas pelos praticantes de surfe, kitesurf, stand up,windsurfe, bodyboarding e pesca de beira. Com muitos bares, quiosques e restaurantes, com uma qualidade de vida muito boa a Barra tem atraído um número cada vez maior de novos moradores e visitantes.

barrinha  corcovado  

Significado de Barra da Tijuca

Barra pode significar, entre outras conotações geográficas, " a entrada de um porto", " a linha de arrebentação, permanente ou muito freqüente, de ondas junto à costa" ou " a foz de um rio ou riacho".
E tijuca ou tijuco, o que seria? Agenor Lopes de Oliveira, em " Tapomínia Carioca ", define-a como de origem tupi, numa corruptela de ty-yúc," água podre, lama, brejo, atoleiro, barro, barreiro,". No caso da lagoa ( da Tijuca ), vale uma explicação: em passado longínquo o mar penetrava pelo continente adentro formando grandes lagoas, alagados e brejos. Com a elevação paulatina da costa meridional da América do Sul, o mar foi recuando, com a formação de duas restingas ( a de Itapeba e a de Jacarepaguá), deixando somente um canal de ligação com o mar aberto, daí, a foz da barra. Portanto, barra da lagoa da Tijuca. Barra substantivo comum, que passou, com o tempo, a substantivo próprio associado à Tijuca, formando Barra da Tijuca.
A primeira citação em documento oficial da Barra da Tijuca, como local, remonta ao século XVI, em 1594, quando da concessão dessas terras, feitas por Salvador Correia de Sá, primeiro Governador Geral do Rio de Janeiro, a seus filhos Gonçalo e Martim.
Mas, daí para cá, lá se vão quase quatro séculos e só contemporaneamente a região passou a ter importância depois de ser considerada ainda, há menos de cinquenta anos, como " sertão carioca".

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Barra da Tijuca Shopping Novo Leblon

Localização

O terrritório da  Barra da Tijuca, constituem um grande triângulo cuja base são as praias do litoral e os lados os maciços da Pedra Branca e da Tijuca.
Esta localização, de difícil acesso, dificultou a ocupação e sua incorporação efetiva à cidade. A pouca declividade do terreno acabava por constituir um obstáculo e formava ecossistema com características peculiares, com seus grandes alagadiços, suas lagoas ( Jacarepaguá, Camorim, Tijuca, Lagoínha e Marapendi), emolduradas por manguezais e habitat de rica fauna.
Confunde os menos atentos existência de duas Barras da Tijuca. A Barra da Tijuca, região, formada dos bairros Joá Itanhangá, Camorim, Vargem pequena, Vargem Grande, Recreio dos Bandeirantes, Grumari e a Barra da Tijuca, propriamente dita.
A XXIV Região Administrativa ( chamada da Barra da Tijuca ), ocupa a área total de 17566,7 hectares, enquanto o bairro é praticamente 1/5 disso 3592,7 hectares.
A Barra da Tijuca, bairro, tem também, vamos dizer, seus sub-bairros: a Barrinha, núcleo primitivo de ocupação; o Jardim Oceânico e o Tijucamar, loteamentos pioneiros, dos anos 30, mais acessíveis a partir da construção da primeira das pontes sobre a lagoa da Tijuca, em 1939.
Não há outros sub- bairros, ou algo que assim possa ser chamado. Há somente os grandes condomínios, com populações acima de cinco mil moradores, em alguns deles, que acabaram por dar à Barra características muito próprias e responsáveis pelo seu " Way of life ".
Em 1981, pelo Decreto No. 3.046 do Prefeito da Cidade, foi criada a Zona Especial - 5 ( ZE-5) para a área incluída no Plano Piloto, que estabeleceu igualmente as Sub-Zonas, sendo algumas delas correspondentes ao bairro da Barra da Tijuca.
Para simplificar, no sentido de eixo da Avenida das Américas, o bairro da Barra da Tijuca se estende do canal da lagoa da Tijuca até a Avenida Salvador Allende e, na direção de Jacarepaguá, da praia até a lagoa do Comorim.
Resumindo, para que não persistam confusões, o bairro da Barra da Tijuca equivale somente a 20% da Região Administrativa da Barra da Tijuca.


Clique para ampliar o mapa da barra da tijuca


Historia da Barra da Tijuca

Sem dispor de satélites ou mapas aerofotográficos, os Correia de Sá, a começar por Salvador, premonitoriamente escolheram sempre os melhores sítios da cidade para contemplarem-se, uns aos outros, com extensas terras, sob forma de sesmarias.
Por este caminho, Salvador Correia de Sá, Governador Geral do Rio de Janeiro, deu aos seus filhos Gonçalo e Martim as terras da grande Baixada de Jacarepaguá.
Ficou com Gonçalo a área para os lados do maciço da Pedra Branca e para o Martim, o lado oposto, subindo pelo maciço da Tijuca.
Enquanto vivos foram, os irmãos sempre conviveram harmoniosamente, tendo inclusive redividido, em comum acordo, a grande área da qual eram donos, para atender às conveniências pessoais de cada qual.
Se, na época já existissem a Taquara e Freguesia, poder-se-ia dizer que Gonçalo era um homem da Taquara e seu irmão, Martim, o equivalente na Freguesia.
Tinha Gonçalo uma filha, Vitória, que ao casar com o Governador do Paraguai, Luiz Cespedes Xeria, recebeu como dote parte dos terrenos do seu pai, acrescida por outra parte dada por seu tio, Martim, então já Governador da Cidade.
Os limites físicos da doação feita alcançavam, aproximadamente, desde os contrafortes da Serra de Guaratiba até o arroio Pavuna ( hoje um rio poluído, mal tratado, vizinho a grande empreendimento imobiliário, denominado Rio 2).
Martim Correia de Sá, primeiro Governador da Cidade nascido no Brasil, por seu turno, era pai de outro Salvador, o Correia de Sá e Benevides, que chegou a ser, em três oportunidades, igualmente a Governador Geral da Cidade.
Com a morte de Gonçalo, suas herdeiras, a mulher Esperança e a filha Vitória, venderam a Correia de Sá e Benevides, a parte que lhes cabia na herança, ficando o sobrinho e primo, respetivamente, dono de toda a área, exceto àquelas dadas como dote à Vitória, que as preservou.
Vitória de Sá, carola, muito ligada á Igreja, não teve filhos e, ao morrer, em 1667, deixou tudo que possuía na área para os Beneditinos, em troco de ser enterrada no Mosteiro de São Bento e de ter missas rezadas em sua memória.
Neste ponto, seu primo, Sá e Benevides, um dos primeiros grandes latifundiários do Brasil, iniciou uma série de contestações sobre a legalidade da herança recebida pelos Beneditinos, lutando nas esferas judiciais cabíveis, até que concordou em 1678, com o testamento, depois de receber 5.000 cruzados ( da época) como indenização.
Nas terras do Mosteiro predominavam as lavouras de cana de açúcar, produto altamente comercializável àquela época, e assim prosseguiu até que a abolição da escravatura acabou tornando difícil a situação econômico-financeira dos monges beneditinos, quando foram vendidas por seu abade à " Companhia Engenho Central de Assucar e Álcool da Cana de Jacarepaguá", da família Teles Barreto de Menezes, que, em seguida passou-as ao Banco Crédito Móvel, sobre o qual pesam muitas acusações, que dão motivo, até hoje, de demandas na justiça.
Do lado de Sá e Benevides, eram também extensas as plantações de cana, para produção de açúcar, sendo que, em ambos os casos, os engenhos, cujo total chegava a onze, sendo por isso o lugar conhecido pelo nome de " planície dos onze engenhos", usavam todos como força motriz propulsora dos rios que desciam das serras vizinhas.
A exportação dos produtos obtidos da cana de açúcar era normalmente feita por via marítima, pelo Canal da lagoa da Tijuca, mais precisamente, pela barra da lagoa da Tijuca
Assim, toda a área da Baixada, que, no início da colonização, pertenceu á família Correia de Sá, foi, com o correr dos anos, disputada pelos descendentes e sucessores, depois da extinção dos morgadios, quando começaram a vendê-la, aos pedaços, de modo desordenado, fato que originou questões de direito à propriedade, envolvendo muitos interesses, até hoje.
Nas propriedades primitivas de Correia de Sá e Benevides está a maior parte do bairro da Barra da Tijuca, sobretudo na que, mais tarde, foi conhecida por Fazenda da Restinga, redividida em glebas, designadas pelas letras do alfabeto de A até H, que ocupavam a área da lagoa da Tijuca até o mar, tendo como limite longitudinal, aproximadamente, a atual Avenida Ayrton Senna.
A título de curiosidade, mas de forma pertinente, é bom relembrar que, além dos Sá e dos Teles de Meneses, portugueses, os franceses por aqui andaram. Primeiramente, em 1710, para invadir a cidade, numa segunda tentativa de criação da França Antártica, comandados por Jean Frances Duclerc, nas imediações do Pontal e, mais tarde, na década dos anos 20, pacificamente, para instalar um campo de pouso para seus aviões das Ligneas Letécoère da Compagnie Entreprises Aéronautique, percursora da contemporânea Air France, no local onde hoje está o aeroporto, erroneamente chamado de Jacarepaguá, pois está em solo da Barra da Tijuca.
Como se pode concluir, o interesse pela Barra da Tijuca remonta há alguns séculos e é de causar admiração que ela tenha ficado quase intocada durante trezentos e cinquenta anos, ainda que isso seja justificado por alguns, como uma consequência direta da topografia que lhe dificultava os acessos, até hoje bastantes difíceis.
Durante longos anos, portanto, poucos se importaram em saber a quem pertencia este ou aquele local, mas com a gradativa ocupação, com marcante característica predatória, os interesses comerciais se tornaram maiores acentuadamente, quando começaram a ser construídas as vias de penetração ligando Jacarepaguá a Barra da Tijuca e internamente com a implantação de vias dentro da própria região, tornando-se avassaladora com a inauguração das vias elevadas e dos túneis que ligam com a Zona Sul.

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