Laranjeiras
Laranjeiras é um bairro residencial da Zona Sul do
Rio de Janeiro, de classe média-alta.
É uma das vizinhanças mais antigas da cidade, iniciada no século XVII, com a
construção de chácaras no vale ao redor do Rio Carioca, que descia do
Corcovado, no atual Silvestre. Por isso, o bairro também foi anteriormente
chamado de "Vale do Carioca".
Estão situados no bairro o Palácio Guanabara, sede do governo do estado, o
Palácio Laranjeiras, o Parque Guinle.
No século XVII teve início a captação das águas do Rio para abastecimento da
cidade e no século XX, o Rio foi coberto, restando dele alguns trechos a céu
aberto, como podemos ver no Largo do Boticário. A importância do Rio Carioca
foi fundamental, como fonte abastecedora de água potável para o Rio de
Janeiro e aos poucos foram surgindo na região chácaras rústicas e luxuosas
ocupadas por fidalgos e homens ricos e movidas a trabalho escravo.
Mas foi em 1880 que a região sofreu grande transformação com a Companhia de
Fiações e Tecidos Aliança se instalando na Rua General Glicério, fazendo
surgir os primeiros comerciantes. A Fábrica funcionou até 1938 e fez
aparecer no Bairro as primeiras vilas operárias. Os bondes elétricos foram
instalados pela Companhia Jardim Botânico e íam até ao local conhecido como
a Bica da Rainha no Cosme Velho que tinha este nome porque era freqüentada
pela Rainha D. Maria I e sua nora D. Carlota Joaquina.
O Bairro de Laranjeiras, juntamente com
os da Glória, Catete, Flamengo e Cosme Velho, faz parte da bacia
hidrográfica do rio Carioca - antiga e importante região da cidade do Rio de
Janeiro conhecida como "terras da Carioca". A sua história confunde-se com a
da própria cidade do Rio de Janeiro, pois de tão importante deu o nome
àqueles que nela nascem.
Na área da Carioca foi construída a primeira casa portuguesa na baía da
Guanabara, em 1532, pela expedição de Pero Lopes de Souza. Esta "Casa de
Pedra" ficava na praia que os índios chamavam de Sapocaiba, hoje Praia do
Flamengo, próxima do Morro da Viúva (Joaquina Figueiredo Pereira de Barros,
viúva de Joaquim José Gomes de Barros) e, portanto, próximo da foz do rio
Carioca.
Praça São Salvador
Cercada por enormes oitis e ornamentada por chafariz em ferro fundido
pertencente à coleção francesa do Val D'Osne, a pracinha projetada para o
lazer familiar guarda o ar bucólico conferido pelos eventos culturais,
brinquedos tradicionais e bancos dispostos ao redor. Atenta às necessidades
da garotada - seu principal usuário - a Prefeitura do Rio fez nova adaptação
na área do playground. Instalou piso especial em grama sintética e
substituiu o brinquedo central por módulos mais adequados, tornando o espaço
mais agradável e seguro para as crianças.
Atrações do Bairro de Laranjeiras
Fluminense
Football clube
O Fluminense Football Club obteve sua
primeira sede no dia 17 de Outubro de 1902. A instalação inicial do clube
tinha como endereço a Rua Guanabara, a atual Pinheiro Machado, esquina com a
Rua do Roso, a atual Coelho Netto. O Fluminense alugava o terreno do Banco
da República por cem mil réis. Porém, a primeira opção dos fundadores do
Fluminense, era um terreno na Rua Dona Mariana, mas a proposta foi recusada
pelo proprietário
Palácio
Guanabara
O Palácio Guanabara localiza-se na Rua
Pinheiro Machado (antiga Rua Guanabara), no bairro de Laranjeiras, na cidade
do Rio de Janeiro, capital do estado homônimo, no Brasil.
Construção iniciada pelo português José Machado Coelho em 1853, tendo sido
utilizado como residência particular até a década de 1860.
Reformado, tornou-se a residência da Princesa Isabel e seu esposo, o Conde
d'Eu, sendo conhecido a partir de então como Palácio Isabel. À época, o
acesso ao palácio era feito pela Rua Paissandu, que por essa razão foi
ornada com uma centena de palmeiras imperiais (Roystonea oleracea).
Pertenceu aos príncipes até à proclamação da República (1889), quando foi
confiscado pelo governo militar e transferido ao patrimônio da União, até
hoje a Família Imperial tenta retomar sua posse (sendo um dos processos
jurídicos mais antigos do país).
Interior do Palácio GuanabaraO palácio foi utilizado pelo presidente Getúlio
Vargas como residência oficial durante o Estado Novo (1937-1945). Foi
atacado durante o Putsch da Ação Integralista Brasileira em 1938, sendo
repelidos pela Polícia Especial (da Polícia Civil do Rio de Janeiro), reação
reforçada, posteriormente, pelo Exército. A partir de 1946, passou a sediar
a Prefeitura do Distrito Federal até 1960, ano da criação do Estado da
Guanabara.
Deixou de ser a residência oficial, quando esta retornou para o Palácio do
Catete e foi, mais tarde, transferida para o Palácio Laranjeiras, a dois
quarteirões de distância.
Foi doado ao governo do antigo estado da Guanabara pelo presidente Ernesto
Geisel (1974-1979).
Atualmente, a partir da fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara,
é utilizado como sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que foi
transferida doPalácio do Ingá em Niterói. A residência oficial do governador
do Rio de Janeiro é o Palácio Laranjeiras, no mesmo bairro.
Rua Paissandu
Foi aberta por volta de 1864 e ligava a residência da princesa Isabel, no
Palácio Guanabara (bairro Laranjeiras) à praia do Flamengo.[1] A rua é
ladeada por palmeiras imperiais, plantadas em 1865 a pedido do imperador
Pedro II, a fim de criar uma entrada monumental para o palácio que havia
presenteado à filha recém-casada.
Foi endereço nobre da cidade, com muitos casarões de luxo que, em sua grande
maioria, já não existem mais.
As palmeiras podem ser vistas em imagens aéreas do bairro.
Links
Fotos do Bairro
|