Lagoa
-
A Lagoa Rodrigo de Freitas representa uma área de
lazer muito procurada, permitindo a prática de diversos esportes, como remo
e esqui-aquático. Um ciclovia de 7,5Km de extensão contorna a Lagoa.
O bairro tem muitos parques e praças e é bem
arborizado. Os principais são o Parque do Cantagalo, o Parque das Taboas,o
Parque da Catacumba e o Parque dos Patins.
A população da Lagoa é de cerca de 18.500 pessoas, relativamente baixa tendo
em vista a área do bairro. Isso ocorre porque a maior parte da Lagoa é
ocupada por parques, áreas de preservação ambiental e, é claro, a própria
Lagoa Rodrigo de Freitas.
O bairro em geral é o terceiro mais valorizado do Rio de Janeiro, atrás
apenas do Leblon e de Ipanema. A escassez de terrenos para novos
empreendimentos imobiliários eleva os preços das habitações. A orla da Lagoa
possui o terceiro metro quadrado mais caro da cidade (aproximadamente R$
20.000 o m²), atrás apenas dos da orla de Ipanema (Avenida Vieira Souto) e
Leblon (Avenida Delfim Moreira). A ausência de favelas tem valorizado as
moradias do bairro. O metro quadrado das ruas internas é de aproximadamente
R$ 9.000.
A Lagoa é um bairro majoritariamente residendicial. Não há um forte comércio
como nos bairros vizinhos de Ipanema, Leblon e Copacabana. A maior parte dos
estabelecimentos comercias é de restaurantes, como os quiosques na orla e
outros restaurantes em ruas internas.
A Lagoa representa uma peça importante do quebra-cabeça viário da cidade do
Rio de Janeiro. Na Lagoa, está uma das entradas do Túnel Rebouças, que liga
a Zona Sul à Zona Norte. As principais vias são as Avenidas Borges de
Medeiros e Epitácio Pessoa, que contornam a Lagoa e o Canal do Jardim de
Alah. A Avenida Borges de Medeiros margeia a Lagoa pelos lados oeste e norte.
Já a Avenida Epitácio Pessoa contonrna o lado leste. Essas avenidas têm
início nas praias do Leblon e de Ipanema, respectivamente, e terminam na
entrada do Túnel Rebouças.
Há também a Avenida Alexandre Ferreira e a Rua Fonte da Saudade, que ligam a
Lagoa ao bairro do Humaitá.
Outro eixo viário importante é a Auto-estrada Lagoa-Barra, que além de
passar pela Lagoa, serve aos bairros da Gávea, São Conrado, Joá e Barra da
Tijuca. A Lagoa-Barra é a principal ligação entre as Zonas Sul e Oeste do
Rio de Janeiro.
A Avenida Henrique Dodsworth liga a Lagoa à Copacabana, desembocando na
Praça Eugênio Jardim, onde se localiza a Estação Cantagalo do metrô do Rio.
A Lagoa é um bairro de classe alta da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro,
no município e estado de mesmo nome, no Brasil.
História
-
Inicialmente habitada pelos Tamoios, que a denominavam como Piraguá (água
parada) ou Sacopenapan (caminho dos socós), com a chegada do colonizador
português, o Governador e Capitão-geral da Capitania do Rio de Janeiro, Dr.
António Salema (1575-1578), pretendeu instalar um engenho de açúcar nas
margens da lagoa. Para livrar-se da presença indesejável dos indígenas,
recorreu ao estratagema de fazer espalhar roupas anteriormente utilizadas
por doentes de varíola às margens da lagoa, vindo assim a exterminá-los.
Iniciou-se então o plantio de cana-de-açúcar e a montagem do Engenho d'El-Rey,
onde atualmente funciona o Centro de Recepção aos Visitantes do Jardim
Botânico do Rio de Janeiro.
Posteriormente, essas terras foram adquiridas ao Dr. Salema pelo vereador
Amorim Soares, passando a lagoa a ser referida como "Lagoa de Amorim Soares".
Com a expulsão deste da cidade em 1609, as terras foram vendidas para o seu
genro, Sebastião Fagundes Varela, com a consequente alteração da toponímia
para "Lagoa do Fagundes". Este latifundiário, por aquisição e invasão,
ampliou as suas propriedades na região, de maneira que, em torno de 1620, já
era proprietário de todas as terras que se estendem dos atuais bairros de
Humaitá até ao Leblon.
Em 1702, a sua bisneta, Petronilha Fagundes, então com 35 anos de idade,
casou-se com o jovem oficial de cavalaria português, Rodrigo de Freitas de
Carvalho, então com apenas 18 anos de idade, que deu o seu nome à lagoa.
Viúvo, Rodrigo de Freitas retornou a Portugal em 1717, onde veio a falecer
em 1748.
A região permaneceu em mãos de arrendatários, sem grande expressão até ao
início do século XIX, quando, com a chegada da Família Real Portuguesa em
1808, o Príncipe-Regente desapropriou o Engenho da Lagoa para construir no
local uma fábrica de pólvora e instalar o Real Horto Botânico (atual Jardim
Botânico do Rio de Janeiro).
Durante o século XIX foram cogitadas diversas soluções para o problema da
estagnação de suas águas, até que, em 1922, a Repartição de Saneamento das
Zonas Rurais apresentou um projeto visando "sanear e embelezar a Capital
para as festas do Centenário da Independência". Esse projeto consistia na
abertura de um canal, através de dragagem, aprofundando a barra, religando a
lagoa ao mar. Com a sua execução, a terra retirada do canal formou a ilha
dos Caiçaras, atual sede do clube de mesmo nome.
Em pouco tempo surgiram aterros às suas margens, que reduziram
paulatinamente o seu espelho d'água, surgindo o Jockey Club Brasileiro, o
Jardim de Alah e a sede esportiva do Clube Naval na ilha do Piraquê. O canal
dragado passou a denominar-se Canal do Jardim de Alah.
A lagoa representa atualmente uma das principais atrações turísticas da
capital Rio de Janeiro. E é conhecida como "O Coração do Rio de Janeiro". O
bairro Lagoa recebe sua denominação devido à Lagoa Rodrigo de Freitas. É um
bairro de classes média-alta e alta e possui um dos maiores IDH do país.
A lagoa tem uma parte dela aterrada. Isso ocorreu nos meados do século XX (lá
pelas décadas de 40,50 e 60), já que muitos morros - como o do Catumbi, o da
Praia do Pinto entre outros, foram ocupados nas margens da lagoa e por
muitos e muitos anos abrigou mais de cinquenta mil moradores. Só que os
barracos erguidos nos morros eram de risco, podendo desabar.Então o governo,
depois de mais de vinte anos da ocupação dos morros, expulsou todos os
moradores e "desmontou" os morros, aterrando grande parte da cidade. Seus
moradores foram para o subúrbio, sem apoio do governo e passaram a morar em
precários conjuntos habitacionais. No lugar dos morros foram construídos os
prédios mais luxuosos da cidade, além de parques. Há quem diga que os
moradores foram expulsos de lá por terem uma vista panorâmica da lagoa -
oque era verdade, sendo que na época a lagoa era limpa e as pessoas se
banhavam nela.
Nos primórdios da ocupação da cidade do Rio de Janeiro, a área onde hoje se
encontra o bairro, já foi uma fazenda de cana-de-açúcar, e terreno de uma
fábrica de pólvora. A ocupação residencial se intensificou quando a Rua São
Clemente foi aberta e quando os bondes alcançaram a Zona Sul da cidade.
Uma das histórias interessantes do bairro é a da Fonte da Saudade. Essa
fonte ficava localizada no fim da primitiva praia da Lagoa. Na passagem do
século XIX para o século XX, as lavadeiras portuguesas que atendiam às
famílias abastadas de Botafogo, se reuniam em torno da fonte lavando as
roupas e compartilhando as saudades de sua terra natal.
Atrações do Bairro da Lagoa
Com 2,4 milhões de metros quadrados de superfície, sobre o seu
espelho d'água praticam-se esportes aquáticos como o remo, ou simplesmente
passeia-se de pedalinho. Em seu entorno encontram-se um estádio de remo (Estádio
de Remo da Lagoa), uma ciclovia pavimentada, com 7,5 km de extensão,
diversos equipamentos de lazer e quiosques de alimentação, que oferecem
itens da gastronomia regional e internacional. Aí se encontram também alguns
dos mais importantes clubes da cidade:
Fotos do Bairro
|
| |